Friday, November 21, 2008

Esquisito, eu??!!?!!


Saber falar bem um idioma significa também conhecer a cultura do país em que a língua é falada.
Além do vocabulário, pronúncia, entonação e gramática, é preciso também conhecer a gramática social, ou seja, saber dizer (ou não) o que seja socialmente adequado à situação. Por exemplo, nos Estados Unidos, tratar uma pessoa em um posto profissional mais alto (relação chefe-subordinado) pelo primeiro nome pode ser visto como desrespeitoso. É preciso esperar que a pessoa diga que pode ser chamada pelo primeiro nome, caso contrário, deve-se chamar a pessoa pelo título e sobrenome.
No Brasil, os alunos de inglês costumam chamar o professor de “teacher”, numa tradução do vocativo “professor”, usado em português para chamar a atenção do denodado mestre. Mas em inglês, “teacher” não é título. Deve-se chamar o professor pelo título Mr. para homens e Ms. para mulheres (independente de estado civil) ou Miss (para solteiras), ou ainda, Mrs. para as que ainda preferem ser chamadas pelo sobrenome do marido, mesmo que já estejamos no século XXI, quando muitos domicílios são geridos e sustentados por mulheres... But I digress...
Voltando aos títulos:

Ex.:
Um professor ou diretor de escola de ensino médio será chamado de Mister, por exemplo, Mr. Weatherbee; uma professora, de Ms. ou Mrs., como por exemplo, Mrs. Krabappel.
Caso o professor tenha mestrado, o que é o normal em faculdades, o título é Professor: Professor Geller; ou Doctor, caso ele tenha doutorado: Dr. Solomon.
No Brasil é diferente. Aqui é comum tratarmos o professor por “você” e pelo primeiro nome, sem que isso configure desrespeito. O tratamento é aceito em nossa gramática social.
Um bom exemplo de como se pode quebrar regras da gramática social e com isso gerar desconforto por se agir e falar de uma maneira que contraria as normas da convivência social é um dos meus seriados favoritos de todos os tempos: Third Rock From The Sun.
Nesse seriado, alienígenas assumem forma humana em uma missão cujo objetivo é descobrir o que é ser um ser humano. Embora todos falem inglês perfeito, escorregam na expressão das emoções, sempre exageradas para a situação, e são freqüentemente descorteses, por serem diretos demais e perguntarem ou falarem coisas impróprias, do tipo: "Na sua família todo mundo é feio assim ou é só você?"
Para ilustrar como barbarizar a gramática social do inglês americano, escolhi para os leitores um episódio em que os alienígenas descobrem que os outros os consideram “weird” (esquisitos) e ficam preocupadíssimos, pois isso implica que não estão cumprindo a missão adequadamente.
Para corrigir o erro, compram livros que explicam como vive o americano médio (ou vivia, antes dessa crise financeira que não pára de assolar o país) e tentam seguir tudo à risca.
A primeira decisão é a mudança de casa, depois, passam a se vestir, comer e ler só o que o americano médio consome.
Divirtam-se com o episódio!
Parte 1
Parte 2
Parte 3

Saturday, November 15, 2008

Boutique é a mesma coisa que boteco?

Não é, mas já foi!
Antigamente, gente fina só comprava roupa em boutique (pequena loja, em francês).
Enquanto os menos abastados iam para as lojas e, os com menos $ ainda, faziam roupa em casa para se vestir, os abonados compravam as suas em boutiques, que vendiam roupas caras.
Talvez chamar loja fina de boutique não tivesse o mesmo apelo glamuroso se as pessoas soubessem que boutique e boteco têm a mesma origem!
Vejam a etimologia:
[French, from Old French botique, small shop, from Old Provençal botica, from Latin apothēca, storehouse; see apothecary.]








"Só compro minhas roupas nos melhores botecos!"

Flerting in French - Paquerar (xavecar, para os mais novos) em francês


Noite passada sonhei que recebia um e-mail de um aluno me pedindo para tirar a dúvida dele sobre um pronome que aparecia ao final de uma mensagem que ele havia recebido. Só que o e-mail estava em francês! Fiquei pensando por que ele teria achado que eu sabia francês. Mas, de qualquer forma, resolvi aplicar minhas estratégias de leitura e puxar pela memória, afinal, quando freqüentei a escola pública no século passado, estudei quatro anos de língua francesa, com professores muito bons.
Não me lembro de quase nada que estava escrito no e-mail do sonho, mas me lembro que meu aluno era convidado a ir jantar com os amigos, que avisavam que o jantar seria "chez nous".
Meu aluno me perguntava se o pronome "nous" estava certo.
No sonho, me pareceu que soava certo, mas há quantos anos eu não ouvia nem lia esse pronome! Muito menos lembrava da lista de pronomes que tinha aprendido em francês. Fiquei me esforçando: moi, toi... e o que vem depois disso? Isso tudo, no sonho!
Bom, como toda professora que se preza, qual foi a primeira coisa que fiz ao acordar?
Procurar - óbvio! - uma lição de francês no Google, meu professor (e, às vezes, médico) de todas as horas.
Digitei no campo de busca: Moi toi pronouns (pois não me lembrava da grafia da palavra pronome em francês).
Pois não é que o pronome estava certo mesmo? Achei a explicação aqui.
O engraçado é que não me lembro de quando aprendi a expressão "Chez nous" (= Na nossa casa). Uma das minhas excelentes professoras da escola pública, Dona For-de-Lis Prates, nos ensinou que Chez Moi queria dizer na "minha casa". Lembro bem dessa explicação, pois ela citou o nome da balada (que, no século passado, a gente chamava de "boatinha" = diminutivo aportuguesado da palavra, também francesa, boîte) da cidade.
Ela também explicou, que uma das boutiques (boutique é outra palavra francesa!) da cidade se chamava Casa de Monique em francês, ou seja, Chez Monique.
Como vocês podem ver, mesmo numa cidade no interior do estado de São Paulo e quase, quase no Mato Grosso, também éramos influenciados pela língua francesa, não a inglesa, como agora, na hora de nomear lugares para lhes dar um ar de sofisticação. Ou seja, ainda vivíamos um rescaldo, em meados do século XX, da influência cultural e econômica que a França exercera sobre o Brasil, notadamente a partir do século XIX.
Mas, a história de como outras línguas influenciaram o português do Brasil é assunto para outro post. Agora, se você é meio ansioso/a como eu, já pode ir lendo aqui mesmo.
Agora, se você sabe tão pouco francês como eu, mas entende inglês, pode aprender mais sobre os pronomes franceses. E pode até aprender a xavecar em francês! Mas, antes que as más línguas se manifestem, meu interesse nesse site é meramente pronominal!

Friday, November 14, 2008

Ler melhor para escrever melhor


No momento, tenho alguns alunos no exterior fazendo cursos de mestrado ou se preparando para entrar em uma faculdade nos Estados Unidos e na Europa.
A exigência de boa capacidade para pesquisar e escrever artigos e dissertações é comum nas universidades americanas e européias. Em geral, é preciso escrever muito em um curto espaço de tempo.
E não dá para dar aquele "jeitinho" e digitar o texto em corpo 15 para "fazer volume", ou, como a gente fazia na escola antigamente, fazendo letra grande para encher a linha. Nessas universidades, contam pelo número de palavras.
Os textos precisam ser claros, objetivos, bem fundamentados em pesquisas, evidências ou em autores consagrados e, principalmente, devem incluir todos os aspectos propostos na tarefa.
Para quem já é fluente em inglês, mas tem dificuldades em escrever para fins acadêmicos, há algumas aulas gratuitas que ensinam como interpretar as instruções para uma determinada tarefa, como selecionar textos relevantes, ler mais rápido, encontrar as idéias essenciais dos textos etc.
Nessas aulas, há exercícios e explicações em áudio.
Sugiro o mesmo site para quem está tentando escrever melhor para TOEFL, TOEIC, GMAT e SAT.
Bons estudos, pessoal!

Thursday, November 06, 2008

American presidents - Presidentes americanos

Clique para ampliar


Hallwoween já passou, mas ainda interessa


Acontece um fenômeno interessante no meu blog com relação ao Halloween: todos os anos, as pessoas continuam pesquisando textos sobre o assunto mesmo depois de passado o feriado. Não tenho a menor idéia do motivo, mas resolvi colaborar.
Vejo que as pessoas buscam textos simples em inglês sobre o Halloween, ou Dia das Bruxas, como é conhecida a festa no Brasil.
Por isso, fiz uma busca e encontrei um site que pode facilitar a vida desses pesquisadores do tema.
Achei um texto muito simples e ilustrado aqui.

Bem menos simples, mas bem legal de assistir, é o vídeo do History Channel, que explica a origem do Halloween. Além disso, o site tem jogos, mais vídeos, animações e textos sobre essa e outras celebrações. Vale a pena visitar!
Já dá para começar a planejar as atividades do Thanksgiving e do Natal lá mesmo.


Agora, para quem gosta de vintage como eu,
nada supera essas
ilustrações,
para todos os feriados:
e é clipart gratuito ainda por cima!

Tuesday, November 04, 2008

A jóia no joio


Você já reparou como às vezes é difícil entender nosso próprio idioma falado por pessoas criadas em uma região do país diferente da nossa, ou o português falado em outros países?
Mesmo o português de Portugal, dependendo da região onde é falado, é complicado para nós brasileiros entendermos. Eu mesma, às vezes, sinto falta da legenda!
Imagine então, entender uma língua estrangeira, como o inglês, falado por pessoas de diferentes regiões dos EUA ou de outros países.
Por isso, um site como esse que descobri é daquelas jóias em meio ao joio da Internet.
Nele, ouça o mesmo texto em inglês lido por pessoas com diferentes sotaques.
Dá para passar o domingo se divertindo, em vez de ficar vendo TV e ouvindo o massacre da língua portuguesa nos programas de auditório.
Ah, e você também pode deixar sua voz gravada lá.
Boa diversão!